No dia 24 de janeiro de 2026, durante a edição do Serin Itinerante 2026, realizada em Guanambi, o vereador Luan do Povo entregou ofício ao Governo do Estado da Bahia solicitando a construção e instalação de uma agroindústria de beneficiamento de frutas e produção de polpas no distrito do Angico, zona rural do município de Carinhanha.
O distrito do Angico se destaca como um dos maiores polos produtores de frutas da região. Somente no ano de 2024, a produção agrícola do município atingiu números expressivos, ultrapassando 27 mil toneladas de frutas, o que demonstra a força e o potencial da fruticultura local.
Entre os principais produtos, destacam-se:
• 11.550 toneladas de banana;
• 7.200 toneladas de manga;
• 4.050 toneladas de melancia;
• 2.963 toneladas de mamão;
• 1.632 toneladas de maracujá.
Apesar da elevada produção, muitos agricultores ainda enfrentam dificuldades na comercialização, perdas no pós-colheita e baixo valor agregado aos produtos comercializados in natura. A implantação de uma agroindústria permitirá o beneficiamento da produção local, agregando valor às frutas, reduzindo desperdícios, ampliando a geração de emprego e renda, fortalecendo a agricultura familiar e impulsionando o desenvolvimento econômico sustentável de Carinhanha.
A iniciativa também contribui para a fixação do homem e da mulher no campo, cria novas oportunidades para os jovens da zona rural e consolida o município como referência regional na cadeia produtiva da fruticultura.
Confira, na íntegra, o ofício entregue ao Governo do Estado.
Vereador Luan do Povo
do povo, pelo povo, e para o povo
Agroindústria de polpas: um começo viável
Especialistas e lideranças locais defendem que o município deveria priorizar a atração de empresas de polpas de frutas, por três razões principais:
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Menor custo inicial de implantação;
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Capacidade de absorver toda a produção local, inclusive frutas fora do padrão de mercado;
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Agregação de valor, já que a polpa congelada pode ser vendida até cinco vezes mais cara que a fruta in natura e armazenada por até um ano.
Além disso, as polpas atendem múltiplos mercados, desde o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) até a exportação para cidades vizinhas, o Oeste da Bahia, Minas Gerais e até Brasília.
Inclusão produtiva e combate à pobreza
Outra possibilidade é fomentar associações e cooperativas de produtores rurais do próprio município, para que implantem unidades de beneficiamento com planos de trabalho aprovados pelo poder público. Isso permitiria à agricultura familiar participar diretamente do processo de industrialização, fortalecendo a economia local e criando oportunidades de inclusão social.
O primeiro passo de uma transformação
Para o vereador Luan do Povo, as polpas são apenas o início de um processo de industrialização mais amplo:
“Carinhanha produziu mais de 27 mil toneladas de frutas em 2024. Se atrairmos agroindústrias de polpas, poderemos gerar emprego, renda e ajudar nosso povo a superar a pobreza. Depois virão outras fábricas, de sucos, doces e derivados. Mas precisamos começar por onde temos mais força: nossas frutas”, destacou o parlamentar.
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